Casa de Oswaldo Cruz

A Casa de Oswaldo Cruz é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz dedicada à preservação da memória da Fiocruz e às atividades de pesquisa, ensino, documentação e divulgação da história da saúde pública e das ciências biomédicas no Brasil.

O acervo sob a guarda da Casa é o mais expressivo do país sobre os processos políticos, sociais e culturais da saúde: fotografias, filmes, documentos, peças museológicas e depoimentos orais remontam ao fim do século 19, integrando o arquivo permanente da Fundação e os arquivos pessoais de cientistas e sanitaristas, entre eles Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Souza Araújo e Belisário Penna.
Refletindo o compromisso social da Fiocruz, a Casa também mantém o Museu da Vida, com o objetivo de informar e educar em ciência, saúde e tecnologia de forma lúdica e criativa. Por meio de exposições permanentes, módulos interativos, multimídias, teatro e outras atividades, busca-se despertar a curiosidade pela ciência e estimular a participação nos processos sociais da ciência e da saúde. Seus temas centrais são a vida enquanto objeto do conhecimento, saúde como qualidade de vida e a intervenção do homem sobre a vida.

Criada em 1986 e localizada no histórico Pavilhão da Peste (ou Prédio do Relógio), a Casa cuida ainda da preservação e da restauração do patrimônio arquitetônico, ambiental e urbanístico da Fiocruz. Exemplar valioso desse conjunto, o Castelo da Fiocruz foi projetado para abrigar os laboratórios, a biblioteca e o museu do então Instituto Soroterápico Federal, e se mantém ainda hoje como a sede e maior símbolo da Fundação Oswaldo Cruz. De clara inspiração mourisca, a edificação foi tombada pelo Iphan em 1981.